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Odeio oscilações de humor, de animo, essas subidas e descidas da montanha russa emocional. É bom chegar ao topo, mas despencar dele dá sempre um frio na barriga, é inevitável.
Sempre que alguém resolve falar dos problemas soa como se fosse um draminha onde a pessoa só olha pro que há de ruim. E ao invés da gente ouvir e tentar compreender tentamos ajudar impondo nosso ponto de vista mais otimista [já que estamos de fora "visualizamos melhor" e assim exibimos nossa superioridade] fazendo a pessoa engolir que além de estar mal ela também está errada e é culpada por isso. Acusamos então a pessoa por suas falhas, ou desviamos o foco fazendo o problema parecer insignificante. Quase ninguém se dispõe a compartilhar a dor sem questioná-la, sem querer corrigi-la. Eu sou exatamente isso ai: a péssima ouvinte. Gostaria de ter uma empatia que superasse minha mania de querer consertar as coisas. Meu modo de querer ajudar as vezes acaba saindo pela culatra. Compreendo perfeitamente que é necessário que se diga umas verdades, que é preciso ser duro, mas isso depende do momento certo, não adianta querer trazer a solução quando nem se descobriu a profundidade do problema. Quando as pessoas estão sensibilizadas elas precisam de alguém que se importe e não de alguém que se imponha. Eu percebi que precisava aprender a respeitar o tempo e a reação dos outros, que eu mesmo em posição de querer ajudar não posso passar por cima disso. Isso tá repetitivo e dias atrás falei do mesmo assunto, mas quando descubro uma falha minha eu bato na mesma tecla até que eu não me esqueça de que algo precisa ser mudado.
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