sexta-feira, 19 de junho de 2015

19.06.2015 Parque, pra quê?

Ano após ano aqui na cidade me aparecem desses parques de temporada, eu morava bem perto de onde costumam montar e ia dormir ao som da molecada que gritava se divertindo. Boa parte da minha vida também fiz parte dessa molecada que se divertia e por mais que as condições fossem precárias, o frio na barriga era garantido. Hoje passei ali em frente e vi que novamente estavam montando o parque. Atualmente já não vejo graça, e não só porque estou "velha" mas também porque mesmo que quisesse ir não tenho mais a disposição de antes. Do fim do ano passado pra cá vim a perceber que "labirintite" se tornou um problema pra mim. Movimentos bruscos com os olhos ou cabeça já me são suficientes para eu ficar totalmente desnorteada, quanto mais coisas que rodam e afins. Da última vez que fui num desses parques estava com minha prima e fui mais pra oferecer um entretenimento a ela, nos divertimos muito, principalmente em um que girava de ponta cabeça numa altura considerável. Foi bacana, mas os danos que algo bobo assim causaram na minha cabeça não eram nada legais. Eu aguentei em prol de não estragar a diversão, mas foi terrível, as dores de cabeça duraram por dias. E depois disso eu já sabia que era a última vez que me submeteria e ir em coisas assim. O engraçado é que eu costumava me gabar de ir em parques de diversão por ir nas atrações que mais davam medo. Acho que isso começou depois de um dia eu ter amarelado [na quarta série] de ir num brinquedo do Hopi Hari, eu não estava bem, mas ser zoado pelo povo da escola me enfureceu. Eu não era medrosa, era teimosa acima de tudo e jurei a mim mesma que depois daquilo iria em qualquer coisa. E assim fiz, após esse episódio eu passei a criar gosto de me desafiar e enfrentava as coisas já com a empolgação de poder dizer depois "eu fui". Montanhas russas, loopings no primeiro carrinho com direito aos braços levantados, qualquer coisa que parecesse insano ganhava minha simpatia e eu ia. O Hopi Hari que fica a pouca distancia daqui já foi o cenário para vários dias de diversão. O Ekatomb literalmente fazia minha cabeça, embora deixava muitos de cabelo em pé, eu sempre entrei na fila animada, pra mim que sou magrela a adrenalina de ficar mais solta entre o assento e as travas de segurança deixava tudo ainda mais louco. Eu pirava. No já extinto Playcenter eu amava o Evolution e o Boomerang. Eu realmente me acabava. Hoje são apenas lembranças e que bom que aproveitei pois dificilmente me imagino indo no mesmo tipo de atração, já que infelizmente agora ao invés de sair com um sorriso triunfante eu acabaria na melhor das hipóteses com uma dor de cabeça forte. Me sinto mal por isso, pois é algo que eu realmente gosto e de que tive que abrir mão. Mas há outras formas de aproveitar a vida. 

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