Sabe quando acontece um daqueles dias mágicos?
Hoje foi assim. Pela primeira vez fui ao sebo na marra. Deixei uns livros para serem avaliados na segunda e hoje tinha de ir lá para trocar por outros. Eu queria terminar um livro antes de ir pra já incluir na troca, então li no trajeto o mais rápido que pude, mas foi difícil... estava lendo Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban, o livro todo foi fraco daí nos últimos capítulos de repente o livro fica insano de tantas coisas inesperadas que começam a acontecer. Então eu não conseguia ler tão rápido quanto gostaria, eram informações demais. Cheguei em Jundiaí e resolvi terminar de ler ali na Praça da Bandeira, é muito gostoso ler em meio as árvores, ali meio que virou um cantinho da leitura, sempre paro pra ler por lá rsrs. Então passei uma hora me deliciando com o livro que não cansava de me surpreender. E logo que cheguei vi que mais adiante estava um grupo de malucos da estrada vendendo suas artes. Resolvi que só iria até lá depois de terminar o livro. Mas quem disse que era pra eu terminar o livro naquela hora? Se eu não vou até os "hippies" eles veem até mim rsrs. Esse maluquinho de toca de repente se aproximou e perguntou se podíamos conversar. Ele embora estivesse louco louco foi super educado e divertido. O mais impressionante é que mesmo ele estando num estado assim conseguia dar lições de vida em poucas palavras. Ele perguntou meu nome. Ao dar a resposta perguntei o dele, mas ele ao invés de dizer o nome me deu mais uma lição. Conversamos um pouquinho ganhei um abraço e fui convidada a conhecer o resto do pessoal e o trabalho deles. Cheguei lá e babei né. Aquele monte de pedras lindas e artesanatos bem elaborados. Sim eu sou um alvo fácil. Logo uma mulher me vendeu um colar e me falou dos lugares de onde tinham passado antes de chegar ali. Depois o maluco que está fazendo uma mão chifrada na foto começou a conversar comigo. Ele por sua vez estava sóbrio e era assim como o outro: muito divertido e inteligente. Adorei que ele me contou das experiências de viagem, o danado fala um inglês impecável e até outros idiomas e já perambulou por boa parte da América latina. Mas ao perguntar o nome outra resposta evasiva e novamente com palavras que me levaram a refletir. Acho que fiquei conversando com esse ai por uma hora. A simplicidade e sabedoria logo me cativaram. Ele não estava me dando atenção com intuito de ganhar a grana dele, teve uma hora em que ele deixou o cantinho com as artes dele só para conversarmos. Rimos um bocado e mesmo eu estando naquele estado de timidez que me atrapalha conseguimos nos entender tão bem que me surpreendi. Ganhei umas lascas de uma pedra lindíssima. E ele me ensinou muita coisa no meio das conversas. De repente até pintou uma proposta tentadora, me convidou a fazer parte do time depois que confessei amar tal estilo de vida e que também tinha interesse por artesanato e pedras. Achei lisonjeador e ele não estava brincando, até considerei a ideia, não teria dificuldade de abdicar de certos luxos pra ter uma vida mais interessante. Mas como ele mesmo observou estou ancorada a certas coisas. A compreensão dele também era um ponto forte. Eu achei mágico o quanto eu e esse sujeito temos em comum na forma de apreciar as pequenas coisas da vida. Foi a todo momento inspirador. Eu sei lá essas coisas me impactam. E a energia positiva dessas pessoas me atrai. A sujeira que tanto causa nojo nas pessoas na verdade não é nada perto da alma preciosa que eles tem. Quando timidamente pedi pra que tirassem uma foto comigo achei que eles achariam que era frescura e não topariam, mas foi o contrário, eles se animaram e logo nos amontoamos pra fazer uma selfie. Note que eu tenho o dom de sair zoada em fotos em grupo rsrs [explorando meus piores ângulos possíveis], mas o importante foi o momento descontraído e de aprendizado que tive com eles. Simpáticos e super gente boa, foi a primeira vez que alguém ao interromper minha leitura fez valer a pena. Foi até triste me despedir. Passei no sebo sem terminar o livro, mas pra minha surpresa os créditos da troca me foram suficientes pra pegar tudo o que queria. Garanti o quarto livro de HP, finalmente peguei a biografia da Olga e achei em versão pocket o livro A máquina do tempo de H.G Wells o mesmo autor de uma coletânea de ciências que herdei do meu falecido avô e que escreve de uma forma que me agrada muito. Eu tinha esse livro em versão digital, mas prefiro mil vezes a leitura num livro físico até porque minhas vistas agradecem. Em casa finalmente terminei um favor que estava pendente, e sério, me propor pra ajudar e depois ter que me virar pra desenvolver coisas que não sei fazer é complicado, mas é muito bom quando você vê o resultado final e nota que conseguiu. Hoje foi um dia e tanto.
Hoje foi assim. Pela primeira vez fui ao sebo na marra. Deixei uns livros para serem avaliados na segunda e hoje tinha de ir lá para trocar por outros. Eu queria terminar um livro antes de ir pra já incluir na troca, então li no trajeto o mais rápido que pude, mas foi difícil... estava lendo Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban, o livro todo foi fraco daí nos últimos capítulos de repente o livro fica insano de tantas coisas inesperadas que começam a acontecer. Então eu não conseguia ler tão rápido quanto gostaria, eram informações demais. Cheguei em Jundiaí e resolvi terminar de ler ali na Praça da Bandeira, é muito gostoso ler em meio as árvores, ali meio que virou um cantinho da leitura, sempre paro pra ler por lá rsrs. Então passei uma hora me deliciando com o livro que não cansava de me surpreender. E logo que cheguei vi que mais adiante estava um grupo de malucos da estrada vendendo suas artes. Resolvi que só iria até lá depois de terminar o livro. Mas quem disse que era pra eu terminar o livro naquela hora? Se eu não vou até os "hippies" eles veem até mim rsrs. Esse maluquinho de toca de repente se aproximou e perguntou se podíamos conversar. Ele embora estivesse louco louco foi super educado e divertido. O mais impressionante é que mesmo ele estando num estado assim conseguia dar lições de vida em poucas palavras. Ele perguntou meu nome. Ao dar a resposta perguntei o dele, mas ele ao invés de dizer o nome me deu mais uma lição. Conversamos um pouquinho ganhei um abraço e fui convidada a conhecer o resto do pessoal e o trabalho deles. Cheguei lá e babei né. Aquele monte de pedras lindas e artesanatos bem elaborados. Sim eu sou um alvo fácil. Logo uma mulher me vendeu um colar e me falou dos lugares de onde tinham passado antes de chegar ali. Depois o maluco que está fazendo uma mão chifrada na foto começou a conversar comigo. Ele por sua vez estava sóbrio e era assim como o outro: muito divertido e inteligente. Adorei que ele me contou das experiências de viagem, o danado fala um inglês impecável e até outros idiomas e já perambulou por boa parte da América latina. Mas ao perguntar o nome outra resposta evasiva e novamente com palavras que me levaram a refletir. Acho que fiquei conversando com esse ai por uma hora. A simplicidade e sabedoria logo me cativaram. Ele não estava me dando atenção com intuito de ganhar a grana dele, teve uma hora em que ele deixou o cantinho com as artes dele só para conversarmos. Rimos um bocado e mesmo eu estando naquele estado de timidez que me atrapalha conseguimos nos entender tão bem que me surpreendi. Ganhei umas lascas de uma pedra lindíssima. E ele me ensinou muita coisa no meio das conversas. De repente até pintou uma proposta tentadora, me convidou a fazer parte do time depois que confessei amar tal estilo de vida e que também tinha interesse por artesanato e pedras. Achei lisonjeador e ele não estava brincando, até considerei a ideia, não teria dificuldade de abdicar de certos luxos pra ter uma vida mais interessante. Mas como ele mesmo observou estou ancorada a certas coisas. A compreensão dele também era um ponto forte. Eu achei mágico o quanto eu e esse sujeito temos em comum na forma de apreciar as pequenas coisas da vida. Foi a todo momento inspirador. Eu sei lá essas coisas me impactam. E a energia positiva dessas pessoas me atrai. A sujeira que tanto causa nojo nas pessoas na verdade não é nada perto da alma preciosa que eles tem. Quando timidamente pedi pra que tirassem uma foto comigo achei que eles achariam que era frescura e não topariam, mas foi o contrário, eles se animaram e logo nos amontoamos pra fazer uma selfie. Note que eu tenho o dom de sair zoada em fotos em grupo rsrs [explorando meus piores ângulos possíveis], mas o importante foi o momento descontraído e de aprendizado que tive com eles. Simpáticos e super gente boa, foi a primeira vez que alguém ao interromper minha leitura fez valer a pena. Foi até triste me despedir. Passei no sebo sem terminar o livro, mas pra minha surpresa os créditos da troca me foram suficientes pra pegar tudo o que queria. Garanti o quarto livro de HP, finalmente peguei a biografia da Olga e achei em versão pocket o livro A máquina do tempo de H.G Wells o mesmo autor de uma coletânea de ciências que herdei do meu falecido avô e que escreve de uma forma que me agrada muito. Eu tinha esse livro em versão digital, mas prefiro mil vezes a leitura num livro físico até porque minhas vistas agradecem. Em casa finalmente terminei um favor que estava pendente, e sério, me propor pra ajudar e depois ter que me virar pra desenvolver coisas que não sei fazer é complicado, mas é muito bom quando você vê o resultado final e nota que conseguiu. Hoje foi um dia e tanto.
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