Mas vamos ao post do dia.
Tinha planos, expectativas, ansiei por esse dia pra que no fim se transformasse num grande transtorno. Mais um episódio daqueles em que dá tudo errado. Desta vez não mantive a calma. Pior do que ouvir desculpas esfarrapadas é nem mesmo ouvi-las, é ter apenas o silêncio te acusando, a indiferença te ferindo, buscar respostas por si só, se sentir ao mesmo tempo injustiçado e idiota. A raiva era tanta que eu nem conseguia sentir raiva da pessoa em questão, pra variar me coloquei no alvo. Me culpei por eu ter me submetido a isso, parece que sempre que crio expectativas desencadeio decepções (mas é o risco que se corre, eu que nunca estava disposta a arriscar). Minha razão costumava pender ao pessimismo e por isso era quase uma regra minha esperar sempre pelo pior, mais ai quis ser um pouco mais esperançosa depositei confiança, e #fail. Minha consciência logo me acusa de ter baixado a guarda. Furiosa, agora comigo mesma, pois sei que ressentimentos são mais sobre o que a gente se permite sentir do que propriamente do que o outro ocasionou. A raiva é mais sobre nossa reação do que sobre a causa. E meu jeito de descontar a raiva (que há tempos estava adormecida) foi jogando dardos. De primeira errei tudo... acertei quatro vezes a parede (parede esta que já coleciona furinhos ao redor do alvo) Na segunda a precisão me surpreendeu. Com olhos marejados de fúria que os dardos voaram com força, a intenção era jogar alguma coisa não exatamente jogar os dardos no lugar certo. Não tinha mirado, apenas jogado e lá estavam os dardos rindo de mim... por tantas vezes com mais calma e atenção errei por bem mais. A raiva começou a diminuir ai. Antes eu era uma descontrolada, deixava a raiva me tomar por completo. Bastava uma coisinha pra que eu ficasse toda vermelha, chorasse de ódio, chutasse as portas, e socasse as paredes. Perdia a razão ao querer me manter dona dela. COISA FEIA. Sim eu era dessas nervosinhas que falam alto, xinga palavrão e que batem boca. Eu era grosseira quando alguém tentava ajudar, e se algo dava errado eu só piorava a situação por insistir mesmo sem ter cabeça pra isso. Teimosa e estressada dando chilique: INSUPORTÁVEL. Dai que sendo assim facilmente tomada pela raiva eu era mesmo um alvo fácil, vivia na mira das frustrações. Falei dias atrás de ter trocado o sangue quente por sangue de barata, era mais ou menos disso que estava falando... consegui atingir um tipo de paz/controle que tirou essa coisa ruim de mim de explodir por qualquer coisinha. Eu tenho tanta vergonha de como já fui descontrolada antes que agora não me permitia colocar a raiva pra fora. Havia esquecido o quão libertador é ser fiel ao que se está sentindo, sabia disso no que se tratava de sentimentos bons de assumir o seu lado louco, mas precisava disso também no meu lado mais bruto. Claro que não preciso sair destruindo as coisas rsrs minha raiva sempre se manisfestou mais fisicamente, o jeito é saber empregar isso de forma construtiva O livro Destrua este diário também é uma boa... aquela página de rabiscar quando se está com raiva foi de grande ajuda, é preciso saber depositar essa energia (negativa) em algo pra que isso se torne algo positivo. Trazendo o alívio da mente sem transtornos. Os dardos foram mesmo de grande ajuda. Foram 10 minutos, entre rabiscar a página do livro e os dardos e bastou pra a tempestade passar e eu rir de mim mesma. Um desfecho muito melhor embora no fim me sinta uma boba de qualquer maneira por me deixar atingir, ao menos troquei a vergonha por risadas no final. E ninguém saiu ferido, nem eu mesma, que no fim me senti foi curada. Ah e claro a situação depois de devidamente esclarecida fez até sentido, não diminuiu minha chateação, mas ao menos não era tão ruim quanto imaginei. De qualquer forma eu tava mesmo precisando de um motivo pra colocar a raiva pra fora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário