sábado, 7 de novembro de 2015

07.11.2015 - A importância do toque

Meu irmão e cunhada foram a um retiro e sobrou pra mim a tarefa de ir a casa deles alimentar os bichanos. Eis que antes de ir cumprir a missão me dei ao luxo de passar no Subway e montar um lanchinho de 30cm, tamanha era a fome. Mesmo o lanche estando perfeito decidi que comeria somente uma parte lá na Subway, pra não perder muito tempo, e a outra comeria já na casa do meu irmão. Pois no caminho a rodoviária me deu uma agonia... e de repente me veio o pensamento de "não... essa outra metade não é pra mim, tenho que dar a outra pessoa". Achei meio doido o pensamento ter surgido assim do nada, mas decidi que era isso mesmo, ia encontrar um dono pra outra metade. Chegando na rodoviária me deparei com um senhor dormindo num banco enrolado num cobertor. Me aproximei quando ele estava despertando e ofereci o lanche. Ele me fez ouvir a música que estava ouvindo no seu fone de ouvido. Não sei que música era, mas era gospel e algo sobre um presente que Deus tinha para dar. Então ele disse que Deus tinha me enviado ali para matar a fome dele rsrs Ele agradeceu muito e até dividiu com um outro sujeito que estava nas mesmas condições precárias que ele. No fim o ônibus que eu precisava não ia passar, e tinha de ir a casa do meu irmão a pé... a viagem só não foi perdida porque o lanche ganhou um dono. Foi legal conversar um pouquinho com aquele homem, eu sai ganhando também. Fui a pé até a casa do meu irmão, no caminho esbarrei com essa caixa de livros, que havia sido jogada fora. Peguei um pra mim (sou curiosa acima de tudo) mas fiquei triste com essa cena... Odeio desperdício, e ver livros no lixo é de partir o coração. Por mais que não seja o tipo de leitura pra mim (o livro fala da importância de massagear o bebê e da conexão mãe e filho que isso gera) penso que jogar conhecimento no lixo é um dos maiores desaforos que existe. Achei triste de verdade ter visto isso. Pior que como havia garoado pouco antes os livros já começavam a se deteriorar e nem mesmo dava para pegá-los pra doar. De sorte peguei um sobrevivente que as páginas não estavam grudadas. No caminho também aproveitei pra pegar umas pedras que eu já tinha visto perto da casa do meu irmão, que mais tarde vão render ótimos colares, e cumpri a missão de alimentar os bichos. Andei pra caramba... fui de casa a pé até o centro da cidade e do centro até a casa do meu irmão dá mais um tempo considerável, quase atravessei a cidade rsrs. E engraçado que mesmo tendo andando tanto não senti fome depois. Os outros 15cm do pão seriam gula mesmo se os tivesse mantido pra mim. O que reforça a ideia de que as coisas tomaram o rumo que deveriam tomar.    

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