terça-feira, 10 de novembro de 2015

10.11.2015 - Compensação

Bom depois dos planos terem dado errado eis que quando as coisas são assim elaboradas de última hora acabam por dar certo. É como se depois da frustração ganhássemos uma compensação, a vida sabe nos recompensar, mas isso vem logo quando menos esperamos. Saímos do trabalho com a ideia de ir tagarelar em paz em algum lugar. Bastou cinco minutos pra decidirmos isso. Não sabíamos pra onde ir em plenas sete horas da manhã... sugeri o parque do Eloy Chaves lá em Jundiaí, ambos precisavam de um ambiente calmo e pareceu boa ideia, nenhum dos dois conhecia e fomos desbravar. Chegamos lá e já de cara uma lagarta tratou de colorir nosso dia com sua beleza. Foi muito bom pois ali pude descobrir que além de tudo estava ao lado de alguém que também vê beleza em coisinhas minimas, e me surpreendi, realmente não sabia que coisas assim o impactavam da mesma forma que eu. Amo estar com quem também enxerga as pequenas coisas da vida e sabe apreciá-las. (Assim como outras coisas "bobas" que amamos e não tínhamos coragem de dividir com ninguém antes), estávamos num lugar incrível... é pequeno, mas era perfeito pra nos acolher. O parque tem bichinhos a solta, vimos coelhos, galinhas, patos, peixes, diversos pássaros, muitos insetos... todos a vontade. Árvores e mais árvores... um lago bonitinho, tudo simplesmente encantador. Só de adentrar ali já ficamos renovados, a natureza tem mesmo esse poder de trazer boas energias, e isso certamente colaborou muito para que o dia se tornasse tão significativo. Entre conversas e risadas, beijos e abraços, brincadeiras e papo cabeça... cercados por um cenário que impactou a nós dois... sempre tive isso de me sentir bem nesses ambientes, mas o que senti ali ia além... a companhia e o lugar, uma conexão tão intensa, o clima gostoso, a cantoria dos pássaros, o cheio da grama, a beleza das árvores, os detalhes... valeu a pena demais, e rimos muito, o sono mesmo demorou a se manisfestar... eu não quis tirar fotos, só tirei uma qualquer rapidinho pra deixar de foto do dia. Percebemos que o jeito é sempre buscar fazer coisas assim, simples, mas que nos faz bem, nada de frescura... um lugar onde podemos estar a vontade e ainda assim se entreter com tudo a nossa volta. Hoje queria captar a beleza do lugar com meus olhos e não com a câmera, queria dividir o momento só com ele. Não dava vontade de sair de lá, muito menos dos braços dele (o coisinha melosa que deve estar este post) mas é verdade... ele é uma pessoa tão espirituosa, a leveza dele, o jeito, a forma de pensar certamente me faz aprender muito. Não sou a mesma pessoa, e parte desta mudança veio dele. É engraçado as pessoas ainda teimarem que nós "não temos nada em comum", pois intimamente é até absurdo o quanto somos parecidos, em especial nos detalhes, acho que somos iguais nas coisas que realmente importam.   

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