segunda-feira, 2 de março de 2015

02.03.2015 Pasmar

Praça da Bandeira - Jundiaí-SP
 Hoje fui encontrar minha prima para colocarmos a conversa em dia e rir um bocado. Gosto da companhia da Noemi, as vezes nossas diferenças geram faíscas e nos deixa meio rabugentas, só que aprendemos a rir uma da outra e na maior parte do tempo focamos nas coisas que temos em comum. Foi uma tarde legal, mesmo que nem tenhamos feito nada demais, e aliás foi esse "nada demais" que tornou o dia bom, improvisamos nosso entretenimento. Não precisamos de esforço para achar graça nas coisas e geralmente nos empolgamos até demais. Como na hora que estávamos andando pela praça da bandeira e vimos um homem já com uns 45 anos segurando uma mochila na mão no meio das árvores parado feito estátua e sem expressão alguma no rosto. Nos divertimos o observando, ficamos ali um bom tempo. Na certa ele devia estar esperando alguém, mas aquele comportamento é bem atípico, conforme o tempo passa a tendência é ficarmos inquietos. Só que ele estava firme. [o jeito dele me lembrou o Edivaldo que tinha o hábito de "pasmar" no filme A Musa Impassível] Ele poderia ter se sentado, poderia se distrair com o celular, olhar as horas no relógio, ou até mesmo ficar na banca de jornal que tinha a sua frente, mas não. Nos quase dez minutos que ficamos olhando ele nem ao menos se mexeu. Dava a impressão de que estava fazendo fotossíntese. Ficamos bolando supostas histórias que justificassem aquele comportamento. Queríamos ver a hora que ele enfim se mexesse, pra desvendar o mistério, mas no ritmo que estava não parecia que ia ser rápido. Acabamos desistindo e então esbarramos com essa árvore linda, ficamos pasmas com o contraste dos raios de Sol. Adoro árvores e essa em especial é um tanto nostálgica, admiro ela desde que eu era pequenininha. Uma pena que a câmera não captou exatamente como estava lindo os feixes de luz que passavam entre os galhos. Depois na hora de levar minha prima embora foi o melhor. Na entrada do terminal de ônibus inventamos um jogo para tornar a despedida mais divertida. Nessa ficamos quase uma hora só de bobeira e morrendo de rir até que tivemos de determinar um tempo pra brincadeira acabar se não ficaríamos ali rindo feito idiotas até anoitecer. Rimos das coisas da mesma forma que alguém possivelmente também ria de nós. Somos todos uma piada.



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