quarta-feira, 4 de março de 2015

04.03.2015 A manhã

Ontem ganhei da minha cunhada esse livro que é do meu atual escritor queridinho, Sr. Dostoiévski.
Adoro livros antigos, porque tem esse charme a mais das páginas amareladas e envelhecidas e elas tem cheirinho de baunilha.
Na manhã de hoje eu e meu pai passamos um tempinho fazendo testes na internet para passar o tempo, um deles foi o das 16 Personalidades. Eu queria ver se de fato conhecia meu pai como pensava, mas em determinadas respostas vi o quanto sou equívoca nos meus julgamentos. Esse teste as vezes é meio perturbador, pois ali há perguntas das quais não costumamos fazer a nós mesmos. Claro que nenhum teste é 100% preciso, muito menos as nossas conclusões que são baseadas apenas na nossa análise, palpite.
E aqui voltamos ao Sr. Dostoiévski cujo livro foi um dos que mais me surpreendeu nos últimos tempos. Este que terminei é um que havia comprado semana passada. Notas do subsolo fala das coisas mais baixas as quais nos sujeitamos. Sou louca por escritores do século XIX [aliás minha época favorita em vários temas] e me espanto de ler algo numa linguagem tão despreocupada, sagaz e com um humor seco, por vezes debochado, e ao mesmo tempo sério com palavras duras, é como ele mesmo disse num trecho: "...é como se tivessem me arrancado a pele e eu sentisse dor até com o ar." Foi bem isso que senti em determinados momentos, ele é capaz de revelar nossa alma de rir da nossa petulância, o desfecho pra mim foi um dos melhores que já li. Notei que o inicio do livro nada mais é que a continuação do fim. Grifei diversas frases, o livro ficou todo rabiscado. É uma leitura atemporal que vou reler futuramente e me surpreender de novo. Quem diria que um Russo ia me cativar tanto.

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