| Os pés parecendo patas de cavalo e o braço muito comprido x_x daí que falar que desenha é uma mentira. |
Fazia muito muito tempo que eu tinha parado de fazer esses desenhos tipo croqui. Nos meus últimos anos de escola eu só desenhava coisas assim. Época em que eu pensava que estudaria moda. Eu adorava nos tempos livres da aula pegar meu caderno de desenho e passar um tempinho fazendo desenhos de roupas e tal. Fui querer fazer isso depois de anos e eis a desgraça... mal sei fazer o corpo quanto menos elaborar uma peça de roupa marcante, fiz esse em menos de cinco minutos, o mesmo tempo que eu levaria antes para fazer algo mais interessante. Na época que eu desenhava mais eu tinha aquele pensamento atrasado de que há coisas com as quais você nasce, dom, e que não havia como "aprender a desenhar" por exemplo, ou nasce sabendo e vai aprimorando, ou se não a pessoa está condenada a fazer aqueles rabiscos infantis pra sempre. Não demorou até eu ver que estava errada. É como na frase de Shreya que li no livro 365 dias extraordinários: "O trabalho duro desbanca o talento, quando o talento não trabalha duro." Pura verdade. Eu nem talento tinha aliás, só tinha a arrogância e ignorância mesmo. No curso de modelagem [que não é sobre desenho como esse e sim de fazer moldes para costura] minha professora, Rosana, tinha uma espécie de diário artístico, um dia levou para nos mostrar. Lá ela mostrava os croquis precários que fazia antes de estudar desenho de moda, e foi mostrando os desenhos dos exercícios e os progressos. Era de desacreditar na mudança extrema entre os primeiros desenhos e os últimos. Uma evolução inacreditável. Tem coisas que sim podemos aprender do zero. Eu nunca me esforcei pra valer em nada, e se acostumar com resultados medianos é ridículo, é um desperdício de potencial. Já não falo só sobre desenhar, seja no que for, eu quero ter orgulho do meu progresso e quero poder ver alguma evolução. Até agora é como se minha vida fosse o primeiro desenho da minha professora, uma coisa que a primeira vista você olha e pensa: "que porcaria" e nem cria expectativa, pois é algo que necessita de empenho para se lapidar.
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