What's Up - 4 non Blonds (tradução)
Vinte e cinco anos e minha vida está imóvel
Estou tentando subir aquela grande colina de esperança
Por um destino
Eu percebi logo quando soube que
O mundo era feito para essa
Irmandade dos homens
Seja lá o que isso signifique
E então eu choro algumas vezes quando estou deitada na cama
Apenas para tirar tudo que está em minha cabeça
E eu, eu estou me sentindo um pouco peculiar
E então eu acordo pela manhã e vou lá para fora
E eu inspiro profundamente
E eu fico muito chapada
E grito com toda a força
O que está acontecendo?
[...]
E eu tento, oh, meu Deus, como eu tento
Eu tento o tempo todo
Nesta instituição
E eu rezo, oh, meu Deus, como eu rezo
Eu rezo todo santo dia
Por uma revolução.
Essa é a primeira música da qual me recordo gostar. Aos três anos de idade quando a ouvia tocar na rádio me lembro que usava minha vassourinha de brinquedo para simular uma guitarra e eu inventava as palavras numa tentativa frustrada de cantar em "inglês". Somente anos mais tarde lá pra 2006 é que fui ver a tradução. E uns três anos depois ao escutar novamente essa música lembrei da letra e era exatamente o que eu estava vivendo, mesmo que ainda estivesse longe dos 25, me identifiquei. Desde então eu meio que evitava essa música, queria já ter terminado de subir a grande colina e descoberto meu destino antes de chegar nos 25 anos,[foi uma espécie de prazo que eu acabei criando] eu acreditava que ao terminar a escola e ser maior de idade eu poderia controlar tudo e que isso seria o começo da minha vida, quando a revolução começaria. Acreditava que aos 25 eu já teria um destino definido, e que essa tal música seria mais uma lembrança e não algo com que eu me identificasse. Agora esbarrei com essa canção de novo. E me identifico com a letra mais do que nunca, curiosamente logo agora que estou tão perto da "idade limite". Dá um desespero ver que tanto tempo passou e que alguns sentimentos e frustrações se mantem tão intactos, ou pior mais intensos, é deprimente. Vejo a vida como uma contagem regressiva, e já perdi números demais sem ter percebido. Quanto mais amadureço, mais insatisfeita fico. Passo a me cobrar mais, só que nem sempre tenho forças, coragem e animo para seguir tudo a risca, torna-se desproporcional e então a decepção aumenta. E é nessas horas que me pergunto "O que está acontecendo?". As vezes espero que algum evento mude tudo, como: mudar de cidade, um trabalho novo, um relacionamento sério, uma religião, cursar faculdade... mas seria mais uma fuga do que destino se for esperar que algo assim resolva tudo. Há muitas peças faltando na minha vida, eu brinquei demais e algumas delas se perderam. Eu preciso aprender a levar as coisas a sério e deixar de ser essa criatura insignificante, não posso mais desperdiçar meu tempo com a desculpa de não saber como usá-lo. É como na música: Eu e mais ninguém da K-sis, que ouvi ontem: "Eu não sei bem o que quero da vida, mas eu já sei o que ela quer de mim". Eu nunca vou saber tudo o que gostaria, assim como não viverei tudo que quero ao mesmo tempo, mas eu preciso parar de pensar no que me falta [distração maldita] e lembrar do pouco que eu tenho para usar isso a meu favor.
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