sábado, 2 de maio de 2015

02.05.2015 Crepúsculo [não no sentido difamado da palavra]

E eu que pensei que descansaria hoje, acabei indo cumprir outra missão, desta vez: Ser acompanhante de uma amiga, dando apoio moral a ela já que ia fazer uma tattoo colorida e grande. E enquanto esperávamos ficamos papeando. Chegamos a conclusão de que ou a gente se tornou chata demais, ou os caras da nossa faixa etária, ao menos os que estão por perto estão deixando muito a desejar. A pauta foi essa mesmo: defeitos masculinos. Não que eu e ela sejamos um exemplo de perfeição, até porque somos duas criançonas. Mas ambas temos as mesmas queixas e insatisfações, nos fazendo pensar que ou damos muito azar, ou a coisa está feia mesmo. Isso me incomoda bastante, pois pra mim é essencial um diálogo bacana, isso supera e muito a beleza física no meu conceito. Mas parece que ter uma conversa mais séria broxa os rapazes da casa dos 20, e não só isso, mas a falta de habilidade de dialogar face to face contradiz a demonstrada via facebook. De flertes virtuais a história muda no real para a decepção, quando não usam mais o escudo (que é o que chamamos de celular) para se proteger. E constatamos isso por lá, para o desgosto da minha amiga rsrs. E por mais comum que esteja se tornando não consigo me conformar. Fazendo com que eu e ela ríamos da nossa desgraça e considerávamos pensar na alternativa que seria começar a investir em homens na casa dos 30, 40. Mas ai também viriam os problemas e estaríamos no outro lado da moeda. Conquistar homens mais velhos não é pra qualquer uma. Então rimos e admitimos que a gente deve ser a mudança que esperamos dos outros. Se queremos maturidade, primeiro nos tornaremos maduras. Se queremos que nos tratem de forma diferente, diferente também iremos agir. Ai caímos na polêmica sobre mulheres que se impõe e tem a iniciativa, que muitas das vezes são mal vistas e consideradas atrevidas. Porém não está sobrando outra alternativa, já que se formos esperar nada acontece, se podemos intervir então porque depender da vontade alheia? Eu me diverti com essa nossa sessão de insatisfações. Mas diferente dela eu nunca coloquei um relacionamento como prioridade, levo as coisas mais tranquilamente e talvez por isso minha vida amorosa anda sempre descuidada e largada. Sabemos que temos que melhorar muito antes de sair exigindo as coisas, e eu estou disposta a fazer a minha parte, só espero dar sorte de não desperdiçar todo o empenho em vão.
Depois que finalmente terminamos com a tattoo, no ponto de ônibus encontrei uma das pessoas mais fodas que já conheci: a Lay. Estava ela, a namorada, e a filha de outro relacionamento, que eu finalmente pude conhecer. Achei o máximo conseguir encontrar elas por acaso. Fazia um ano que eu não via as duas, e putz como era bom trabalhar ao lado de alguém que fazia o trabalho ser uma diversão. Não conversamos mais que 15 minutos, mas ainda assim valeu o dia. A filha dela é muito simpática, até mentiu dizendo que eu era bonita rsrs, mas fiquei triste por saber que ela logo vai se mudar pro seu estado natal. Se com ela morando por aqui já tava difícil de a gente se ver agora então será impossível. Adoro conversar com essa doida do sorriso fácil. Nos conhecemos na época que eu estava no auge da minha chatice e ela toda divertida e meiga chegou. Nos demos bem logo de cara, mesmo eu me matando pra ajudá-la com o trabalho e ela retribuía me irritando, cantando musicas que eu odiava ou rindo da minha cara. Eu ainda tava tentando ser responsável e séria, mas ela aos poucos foi me fazendo aprender a rir das coisas bobas, me contagiando com aquele jeito maluco. Mesmo quando ela estava mal e até mesmo chorando ela conseguia manter o bom humor, eu nunca entendi que macumba ela fazia, era sensível mas tinha um animo inabalável, ela era a própria contradição. Trocar papeizinhos com desenhos toscos, ou parar o trabalho por conta de crises de risos... certamente não éramos as mais profissionais. Ela que me pedia conselhos, mas era eu quem aprendia. Passamos poucos meses nessa convivência insana, mas foi tempo o bastante pra eternizar nossa amizade. Ela certamente me mostrou como ser uma pessoa melhor. Desejo que ela se dê bem aonde quer que ela vá, que continue sendo essa pessoa iluminada que traz luz por onde passa.
A foto de hoje eu tirei no caminho de volta pra casa, eu adoro os tons degradê que se formam no céu durante o pôr e nascer do Sol. E achei legal registrar isso com a silhueta das arvores dando contraste com o fundo colorido. 

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