Estou lendo um livro que encaixa perfeitamente com o contexto do livro que terminei dias atrás, como se um fosse o complemento do outro. As histórias são completamente diferentes, mas as lições tocam no mesmo ponto. A visão destorcida da FELICIDADE.
Eu aprendi tanto, mas tanto nessa última semana que até pareço ter renascido. Não tive tempo de por tudo que aprendi em prática, mas muito do que li vai servir de base pra forma como irei conduzir minha vida. Falei aqui uns posts atrás do livro Admirável mundo novo. E esse livro mexeu demais comigo. Tive crise existencial, passei madrugadas em claro. Ai comecei a ler meio sem compromisso o livro: Veronika decide morrer que comprei na promoção e era mais uma das indicações da Jaine, precisava levar um livro pra ler ontem enquanto ia pra SP e joguei ele na mochila pois era o que estava mais próximo. Quando eu falo da capacidade dos livros de surpreender eu não minto. A forma como a loucura é descrita e desmistificada é surpreendente. O livro tá todo rabiscado com frases grifadas nas quais eu preciso meditar. O livro é um tapa na cara. Um nocaute. Você acompanha o desenrolar dos personagens mais no meio disso você começa a pensar na sua própria vida, na sua loucura e no quanto a felicidade, ela mesma, nos escapa pois ficamos presos por decisões as quais nos submetemos e nem sabemos o porquê. Mais um livro da série: leitura obrigatória. "A loucura é a incapacidade de comunicar ideias". Não só ideias, sentimentos, sonhos, é incapacidade de conduzir a vida sem se deixar influenciar pelo que vão pensar, sem seguir o que os outros consideram o normal/correto, incapacidade de superar o medo, magoas, esterótipos, insatisfação, preguiça... tudo aquilo que nos impede de sermos completamente íntegros. Nosso controle é o que nos deixa tão descontrolados. Algo que tem me deixado perplexa é a quantidade de pessoas depressivas. É uma espécie de doença na alma, e pior parece epidemia. Não só a depressão como tantas outras doenças que impedem as pessoas de serem fiéis a si mesmas, realizadas, plenas. E isso é um assunto delicado. Uma das amigas mais especiais que tenho está com depressão e eu fico péssima por estar de mãos atadas. Há quem veja essa doença como "frescura", mas é muito mais extenso que isso. Falta serotonina, falta animo, atitude e falta tanta coisa, que nada parece mesmo ter sentido. No caso da minha amiga ela anceia pela tal felicidade mas sem forças já se conformou com a tristeza, se deixando cegar pelas desilusões. Isso é tão duro, complicado. Ver a alegria de alguém definhando é triste, passar por isso é ainda pior. Mas confesso e aqui falo por mim, que é muito mais fácil se deixar ser infeliz do que lutar para as coisas serem diferentes. A vida não anda a nosso favor, ela nos cobra as coisas logo quando estamos menos capacitados para pagar. Sei bem disso, porque me deixo levar pelas minhas fraquezas e mesmo me envergonhando prefiro ter do que reclamar do que me empenhar. Eu nunca fui em psicólogos, mas tenho certeza de que em 2010 eu seria diagnosticada com o mesmo problema. Hoje graças aos livros virei outra pessoa. Embora tenha meus momentos de melancolia consigo amar a vida até nos momentos difíceis. E estou longe de servir de exemplo, não quero reconhecimento e nem nada, só gostaria de ajudar, mas está fora do meu alcance e eu tenho que aprender a lhe dar com isso. Compreendi que há coisas que as pessoas precisam aprender sozinhas. Querer ajudar só sufoca, atrapalha, a pessoa se sente inferiorizada, envergonhada, culpada, tudo, menos consolada. Há casos em que não precisamos de criticas, ser ouvidas ou ouvir exemplos, explicações... precisamos aprender com experiências. SENTIR. E cada um tem o seu tempo, seu jeito. Alguns buscam acompanhamento profissional, outros buscam outros meios de ajuda, algo que lhes dê um caminho a se traçar, algum suporte. Outros teimosos querem se virar sozinhos, mas na maioria dos casos acaba virando só mais uma desculpa pra se isolar. Negam, não levam a sério ou nem percebem que tem problema. Nada garante um resultado, mas buscar uma saída é um passo importante. Ler esses livros que citei me fizeram enxergar aquilo que estava em falta em mim. A lição virou motivação. Minha cura é a leitura, o conhecimento no meu caso ocupa o lugar do medo. Eu as vezes me obrigo a fazer as coisas, as vezes funciona e outras não, mas é o que me ajuda. Em Admirável mundo novo aprendi a importância da infelicidade, do caos, pois num mundo perfeito nada teria a mesma graça e profundidade, não seriamos autênticos. E agora em Veronika decide morrer estou descobrindo a importância da loucura. Nenhum dos livros fala especificadamente sobre a felicidade. Mas notei que ela se sobressaí logo nos cenários menos prováveis. Gosto muito de uma definição em especial, do filosofo Nietzsche. Felicidade: sensação de que o poder aumenta - de que uma resistência foi superada.
Eu aprendi tanto, mas tanto nessa última semana que até pareço ter renascido. Não tive tempo de por tudo que aprendi em prática, mas muito do que li vai servir de base pra forma como irei conduzir minha vida. Falei aqui uns posts atrás do livro Admirável mundo novo. E esse livro mexeu demais comigo. Tive crise existencial, passei madrugadas em claro. Ai comecei a ler meio sem compromisso o livro: Veronika decide morrer que comprei na promoção e era mais uma das indicações da Jaine, precisava levar um livro pra ler ontem enquanto ia pra SP e joguei ele na mochila pois era o que estava mais próximo. Quando eu falo da capacidade dos livros de surpreender eu não minto. A forma como a loucura é descrita e desmistificada é surpreendente. O livro tá todo rabiscado com frases grifadas nas quais eu preciso meditar. O livro é um tapa na cara. Um nocaute. Você acompanha o desenrolar dos personagens mais no meio disso você começa a pensar na sua própria vida, na sua loucura e no quanto a felicidade, ela mesma, nos escapa pois ficamos presos por decisões as quais nos submetemos e nem sabemos o porquê. Mais um livro da série: leitura obrigatória. "A loucura é a incapacidade de comunicar ideias". Não só ideias, sentimentos, sonhos, é incapacidade de conduzir a vida sem se deixar influenciar pelo que vão pensar, sem seguir o que os outros consideram o normal/correto, incapacidade de superar o medo, magoas, esterótipos, insatisfação, preguiça... tudo aquilo que nos impede de sermos completamente íntegros. Nosso controle é o que nos deixa tão descontrolados. Algo que tem me deixado perplexa é a quantidade de pessoas depressivas. É uma espécie de doença na alma, e pior parece epidemia. Não só a depressão como tantas outras doenças que impedem as pessoas de serem fiéis a si mesmas, realizadas, plenas. E isso é um assunto delicado. Uma das amigas mais especiais que tenho está com depressão e eu fico péssima por estar de mãos atadas. Há quem veja essa doença como "frescura", mas é muito mais extenso que isso. Falta serotonina, falta animo, atitude e falta tanta coisa, que nada parece mesmo ter sentido. No caso da minha amiga ela anceia pela tal felicidade mas sem forças já se conformou com a tristeza, se deixando cegar pelas desilusões. Isso é tão duro, complicado. Ver a alegria de alguém definhando é triste, passar por isso é ainda pior. Mas confesso e aqui falo por mim, que é muito mais fácil se deixar ser infeliz do que lutar para as coisas serem diferentes. A vida não anda a nosso favor, ela nos cobra as coisas logo quando estamos menos capacitados para pagar. Sei bem disso, porque me deixo levar pelas minhas fraquezas e mesmo me envergonhando prefiro ter do que reclamar do que me empenhar. Eu nunca fui em psicólogos, mas tenho certeza de que em 2010 eu seria diagnosticada com o mesmo problema. Hoje graças aos livros virei outra pessoa. Embora tenha meus momentos de melancolia consigo amar a vida até nos momentos difíceis. E estou longe de servir de exemplo, não quero reconhecimento e nem nada, só gostaria de ajudar, mas está fora do meu alcance e eu tenho que aprender a lhe dar com isso. Compreendi que há coisas que as pessoas precisam aprender sozinhas. Querer ajudar só sufoca, atrapalha, a pessoa se sente inferiorizada, envergonhada, culpada, tudo, menos consolada. Há casos em que não precisamos de criticas, ser ouvidas ou ouvir exemplos, explicações... precisamos aprender com experiências. SENTIR. E cada um tem o seu tempo, seu jeito. Alguns buscam acompanhamento profissional, outros buscam outros meios de ajuda, algo que lhes dê um caminho a se traçar, algum suporte. Outros teimosos querem se virar sozinhos, mas na maioria dos casos acaba virando só mais uma desculpa pra se isolar. Negam, não levam a sério ou nem percebem que tem problema. Nada garante um resultado, mas buscar uma saída é um passo importante. Ler esses livros que citei me fizeram enxergar aquilo que estava em falta em mim. A lição virou motivação. Minha cura é a leitura, o conhecimento no meu caso ocupa o lugar do medo. Eu as vezes me obrigo a fazer as coisas, as vezes funciona e outras não, mas é o que me ajuda. Em Admirável mundo novo aprendi a importância da infelicidade, do caos, pois num mundo perfeito nada teria a mesma graça e profundidade, não seriamos autênticos. E agora em Veronika decide morrer estou descobrindo a importância da loucura. Nenhum dos livros fala especificadamente sobre a felicidade. Mas notei que ela se sobressaí logo nos cenários menos prováveis. Gosto muito de uma definição em especial, do filosofo Nietzsche. Felicidade: sensação de que o poder aumenta - de que uma resistência foi superada.
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