quinta-feira, 14 de maio de 2015

14.05.2015 déjà vu.

Eu tive o privilégio de ver duas dessas perambulando perto de casa. Uma pela manhã e a outra a tarde. Não resisti e cheguei a acariciar uma delas, culpa da curiosidade que virou desafio, tinha que saber se eu ainda tinha a mesma coragem da infância. E pra minha sorte [embora tenha uns espinhos pequenos] ela não era dessas que queimam e sai ilesa e realizada ao fazer carinho nessa coisa linda. Acho que preciso resgatar essa coragem da infância para mais coisas. O dia as vezes é tão ruim que a gente quase deixa de lembrar dos detalhes que poderiam fazê-lo ser um pouco melhor. Vi uma libélula roxa hoje, e sempre vejo elas como sinal de boa sorte, e quase me esqueci disso ao longo do dia quando as coisas ficaram difíceis. É tão fácil esquecer das coisas simples. Sonhei com a mesma coisa por dois dias seguidos, algo que até então pensava ser coisa de filme. Por mais parecido que algumas vezes meus sonhos fossem, eles jamais haviam sido iguais. Os detalhes mínimos sendo cuidadosamente re-representados de forma assustadora. Engraçado que no meio do sonho fiquei consciente e gritava que estava tendo um déjà vu mas não adiantava porque nada me impediu de passar pela mesma situação. Trazendo isso pro meu dia, assim como déjà vus muitas vezes eu sei o que vai acontecer, mas saber nem sempre é o suficiente para me proteger. Na verdade se torna apenas um aviso, mas de pouco adianta... ao invés de ajudar serve apenas para adiantar o sofrimento. 

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