Eu amo lamparinas, abajures, castiçais, luminárias, lampiões... e claro também amo lustres. Adoro os contrastes de sombra e luz, os desenhos que se formam, o brilho, a cor... e as próprias peças em si já me encantam. Eu sou mesmo doida por essas coisas. Semana passada eu pirei numa luminária em mosaico com pedacinhos de vidro que tinham uma textura diferente e umas cores mescladas em tons alaranjados. Os vidros aparentavam ser pequenos cristais de tão bem trabalhados. Eu passei um bom tempo olhando aquela luminária. Confesso que era super cafona, [mas como eu gosto de coisas cafonas...] parecia coisa da índia, daquele estilo que meus familiares odeiam. Eu fiquei bem tentada de comprar, já ficava imaginando o efeito que a luz ganharia ao atravessar os pedaços de vidro, o show de cores e sombras que deixariam o ambiente todo redesenhado... porém não comprei, sei bem que tenho um fraco por coisas assim e justamente por isso resolvi me controlar. Gosto de lustres, observo os detalhes e penso no processo de elaborar um design todo harmonioso e de como a iluminação se transforma com uns detalhes encaixados nos lugares certos. O lustre dessa foto é super simples. E eu me lembro dele desde pequena, já esteve na casa de uma tia e hoje está na casa dos meus avós. São tirinhas de vidro desenhadas que envolvem a lampada em duas camadas. Olhando pro lustre com a luz apagada ele não é dos mais chamativos, passa batido, mas quando acendem a luz, [ao menos pros mais atentos que olham pro teto] ele ganha vida e mostra toda sua beleza. É interessante a forma como a luz usa das sombras para criar o efeito, há equilíbrio no contraste. Isso até dá pra ser empregado na vida: Precisamos ter uma proporção para sermos ilustres, não se deixar ofuscar pelas sombras e nem permitir que a luz cegue os olhos. Não é a ausência nem o excesso que garante a harmonia, mas sim saber usá-los em conjunto.
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