
Hoje fui logo cedo pra casa dos meus avós. Fui dar uma ajuda nos cuidados com a minha avó. Mas no fim quem acabou sendo ajudada fui eu. Tia Bernadete, que é cunhada da minha avó, foi visitá-la. E nisso acabou me fazendo companhia, já que meu tio foi junto com meu avô pescar. Bernadete é daquelas pessoas bem comunicativas, gosto muito dela, e entre os cuidado com avó tivemos um tempinho só pra papear. Já faz algum tempo que me dei conta do quanto é enriquecedor conversar com pessoas mais velhas. As vezes a gente desmerece as pessoas por conta da idade avançada, mas isso só mostra o quanto somos imaturos por não saber respeitar quem mais merece. Eu gosto muito do jeito sincero e aberto dela, ela apesar da idade tem uma alma jovem, é moderna, mas tem aquela sabedoria que só vem com a idade. Eu acabei aprendendo muita coisa com as experiências que ela compartilhou. Quem me conhece sabe que eu pretendo ter filhos adotivos, e ela que adotou me contou como foi, me deu conselhos, dicas, me fez notar detalhes que passavam batido, me apoiou. Foi muito bacana. Também falamos sobre outras coisas, em tudo que ela falava dava para se aproveitar alguma coisa. Depois recebemos mais visitas, desta vez de um senhor que passou pelo mesmo problema que minha avó. Seu semblante carrancudo me fez pensar que ele seria de pouca conversa. Mas não tardou até eu notar que estava enganada. Tanto ele como a esposa se mostraram pessoas muito agradáveis e nos demos bem. O senhor em especial quando conversamos sozinhos foi muito prestativo dando conselhos de como proceder nos cuidados, o que fazer para tornar as coisas mais fáceis, coisas que nós que não passamos pela situação não descobriríamos sozinhos. Atencioso até aumentou nossas esperanças e se usou como exemplo, e aliás, ele é um exemplo de superação. Foi bem construtivo e agregou muita coisa nova. Achei interessante quando ele tocou no ponto de ser típico dos jovens essa "fuga da realidade" de não conseguir lhe dar bem com situações complicadas e ter tendência a se afastar. Eu até comentei que essa geração andava mesmo deixando a desejar, me incluindo no time vergonhosamente, mas ai ele disse que isso acontecia até noutros tempos, que é coisa da idade mesmo de não ter base para suportar grandes responsabilidades. A única coisa que mudou foi a forma como os jovens se distraem. Me senti aliviada depois de conversar com cada um deles, é um diálogo que fluí, sabem ouvir e falam não em tom de repreensão, dividindo o que vivenciaram mostram a vastidão das coisas, e ensinam mesmo sem ter essa pretensão. Eu era meio travada, ainda sou, socialmente, mas são episódios assim que me fazem querer conhecer as pessoas. Há coisas que não aprendemos com livros ou com o Google... aprendemos numa simples conversa.
p.s: A foto de hoje é uma imagem que vi numa revista. Era um incentivo a leitura. Achei o design legal e como ia me desfazer da revista achei válido fotografar.
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