É legal como um dia pode ser todo cheio de surpresas. Fui até o centro da cidade pra enviar a carta e resolver umas coisas e muitas vezes já pensei "hoje em dia não dá pra se fazer mais nada com um real", mas era engano meu! Enviar cartas sai mais barato do mandar sms, custa menos de um real. Ok que há meios pra se fazer isso de graça, mas ainda acho que há algo de mágico em colocar o sentimento na caligrafia. Nos correios sempre há demora, mas com livros na bolsa eu nunca fico injuriada, as vezes até lamento quando chega a minha vez. Bom na volta é que as coisas ficaram interessantes. Resolvi cortar caminho por um lugar onde nunca tinha passado. Como era no meio do nada, com mato e árvores pensei que seria uma boa, já que o Sol ia se pôr quis aproveitar. E eis a surpresa, no caminho vi muitas coisas interessantes, alguns pássaros que jamais tinha visto, e uma casa abandonada. E eu desde criança tenho uma fixação por lugares abandonados. Claro, acabei indo até lá.
Conforme fui me aproximando ideias já foram surgindo, casas abandonadas são mesmo uma boa pra praticar stencil, usar o spray, então já cheguei ali sabendo que em breve irei voltar (com a mochila devidamente preparada). O lugar é bem sinistro. Por dentro tem aquele típico cheiro de mofo, a casa está completamente vazia, portas e janelas abertas, e ainda assim parece que não entra ar. Mas achei fascinante! O lugar tem um potencial legal pra criar umas coisas e é até estranho, mas realmente amo invadir lugares abandonados. Eu sou meio louca e nem mesmo me preocupo se é perigoso, vou adentrando, e até agora fico intrigada pra saber o que levou essa casa a degradação.
Depois de fazer meu "tour" sai da casa e acabei passando um tempinho admirando o Sol se pondo. Não imaginava que um atalho fosse render tanto. Ai já a caminho de casa esbarrei com uma amiga da época do colegial. Há anos não parávamos pra bater um papo, mesmo que nos víamos por ai com frequência nunca chegava a parar pra conversar. Mas hoje finalmente pudemos colocar o papo em dia. Fiquei feliz de ver que ela está bem e nas coisas que aconteceram. Poder rir e relembrar os velhos tempos. Engraçado que estávamos falando bem dos garotos da escola quando um deles passou atrás de mim na calçada (de sorte ele não ouviu a conversa). Tipicamente de cara fechada, nem cumprimentamos, lá estava ele com aquele jeitão arrogante. Mudou muito, mas o jeito indiferente estava intacto. Rimos. Aquele doido foi um dos primeiros garotos por quem me interessei, e é até estranho olhar pro quanto as pessoas mudam, porque nós também mudamos e nem mesmo sabemos o choque que causamos nas pessoas que lembram de nós numa outra versão. Foi rápido mas foi um momento legal.
As vezes o passado lembra uma casa abandonada.. A fachada largada, em ruínas, vazia, mofada... não serve mais de abrigo, mas ainda há pessoas loucas dispostas a adentrar e querer achar ali algo de interessante.
Conforme fui me aproximando ideias já foram surgindo, casas abandonadas são mesmo uma boa pra praticar stencil, usar o spray, então já cheguei ali sabendo que em breve irei voltar (com a mochila devidamente preparada). O lugar é bem sinistro. Por dentro tem aquele típico cheiro de mofo, a casa está completamente vazia, portas e janelas abertas, e ainda assim parece que não entra ar. Mas achei fascinante! O lugar tem um potencial legal pra criar umas coisas e é até estranho, mas realmente amo invadir lugares abandonados. Eu sou meio louca e nem mesmo me preocupo se é perigoso, vou adentrando, e até agora fico intrigada pra saber o que levou essa casa a degradação.
Depois de fazer meu "tour" sai da casa e acabei passando um tempinho admirando o Sol se pondo. Não imaginava que um atalho fosse render tanto. Ai já a caminho de casa esbarrei com uma amiga da época do colegial. Há anos não parávamos pra bater um papo, mesmo que nos víamos por ai com frequência nunca chegava a parar pra conversar. Mas hoje finalmente pudemos colocar o papo em dia. Fiquei feliz de ver que ela está bem e nas coisas que aconteceram. Poder rir e relembrar os velhos tempos. Engraçado que estávamos falando bem dos garotos da escola quando um deles passou atrás de mim na calçada (de sorte ele não ouviu a conversa). Tipicamente de cara fechada, nem cumprimentamos, lá estava ele com aquele jeitão arrogante. Mudou muito, mas o jeito indiferente estava intacto. Rimos. Aquele doido foi um dos primeiros garotos por quem me interessei, e é até estranho olhar pro quanto as pessoas mudam, porque nós também mudamos e nem mesmo sabemos o choque que causamos nas pessoas que lembram de nós numa outra versão. Foi rápido mas foi um momento legal.
As vezes o passado lembra uma casa abandonada.. A fachada largada, em ruínas, vazia, mofada... não serve mais de abrigo, mas ainda há pessoas loucas dispostas a adentrar e querer achar ali algo de interessante.
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