sábado, 24 de outubro de 2015

24.10.2015 - tamanho 36

Eu já falei inúmeras vezes a frase: "meu sonho é preencher uma calça tamanho 38", quem me conhece já deve ter escutado. Pois desde a adolescência visto o mesmo número: 36. Até no tempo que engordei não sai disso. Já fiz posts falando que agora tolero bem mais tranquilamente minha magreza. Verdade. Mas na boa ainda acho um tanto cômico quando vou vestir calças jeans e ficam apertadas na panturrilha e super largas nas coxas e quadril. Fazer o quê? Nem mesmo minhas pernas seguem um padrão rsrs. A questão é que agora namorando com fulano que diz gostar justamente dos aspectos que eu tanto odiava ou via como falhas, ele me fez, mesmo que indiretamente, me aceitar melhor. Diz ele que não é chegado em coxa, nem peito, que gosta é de costelas, sou obrigada a rir. Ser magrela sempre me fez pensar que a falta de atributos físicos dificultavam minhas chances de atrair alguém. Me rotulava, a sem peito, sem bunda, sem um rosto bonito, nariguda, cabelo estranho e sorriso torto. Pra cada coisa eu parecia achar um defeito e via somente isso, a parte ruim. Mas tem louco pra tudo. O que passei a notar é que eu barrava a opinião dos outros sobre mim, as limitava, não acreditando em elogios, me baseando na expectativa pessimista e depreciativa que associei a minha imagem. Não acreditando nem aceitando que alguém pudesse pensar diferente daquilo que eu via/acreditava, não notava que era severa comigo mesma, eu estava era sendo paranoica e injusta. Sim as pessoas tem o direito de gostar até mesmo das coisas que eu não acredito que sejam apreciáveis, mesmo que sejam coisas sobre mim e que eu não consiga ver da mesma forma. Por não compreender o que levava a pessoa a pensar diferente eu apenas teimava em discordar e apontar as falhas tentando convencer o outro do meu ponto de vista "mais realista". Mas não adianta... não se faz necessário meu consentimento, minha autorização, e eu não aceitava ser contrariada. É ai que tá: gosto não se discute. Engraçado que eu mesma sou do tipo que não liga pra aparência dos outros, não me importo com "condições desfavoráveis", não sigo um esterótipo especifico, ou tenho um padrão, na verdade amo a diversidade e peculiaridades. Quando vejo que ali tem algo que me agrada o que seria defeito pra uns vira charme pra mim. Ironicamente eu não conseguia ter essa visão no que se tratava da minha pessoa e de como sou vista. Eu meio que julgava a forma que os outros me julgavam (?) Mas ai surgiu esse alguém que conseguiu ser mais teimoso que eu, que me fez olhar pras coisas de forma diferente, me convenceu, e embora eu não compartilhe da mesma opinião aprendi que nem por isso devo desacreditar, não tenho controle sobre o efeito que causo nos outros [seja no bom ou mal sentido: conforme-se Aline você não consegue manipular a opinião alheia]. E como é bom poder abandonar essa mania de me rebaixar. Já perdi essa vontade louca de preencher uma calça 38, acho que eu tava mesmo era precisando preencher a auto-estima, meu coração e minha forma de ver as coisas. Um ajuste de ideias... pra não deixar a confiança cair. 

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