Adoro as ironias da vida. Achei este retrovisor quebrado na rua, e ele calha tanto com a mensagem de hoje que penso que o destino gosta de confirmar as coisas através dessas coincidências. Bom sendo dia das crianças eu queria mesmo falar de algo nostálgico, mas parando pra pensar eu vi que se tratava mais do presente. Sabe sou bem apegada as coisas que me tornaram o que sou hoje, fragmentos do passado que ao serem juntados formam o quebra-cabeças da minha história. Mas por vezes tive a sensação que isso embora tenha me construído também me impede de encontrar as novas peças. Então olho um retrovisor jogado no asfalto com seu espelho todo quebrado e isso faz eu olhar pra dentro de mim. Sinto que sim está na hora de jogar meu retrovisor fora, pois há tempos ele deve estar com o espelho igualmente trincado, me fazendo olhar pra trás com uma imagem toda distorcida, me fazendo perder a direção, não me ajudando em nada, só me fazendo perder tempo ao tentar entender o que ele está refletindo. E isso tudo enquanto tenho toda a estrada a frente. Tá mesmo na hora de ultrapassar meus limites, pode ser uma ultrapassagem perigosa, mas preciso sair desse engarrafamento de falta de inciativas.
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Outra coisa, que até foge um pouco ao tema, é que achei engraçado no trabalho, onde o refeitório fez toda uma decoração ao dia das crianças e tinha na porta aquela mensagem de "nunca deixe morrer a criança dentro de você" e a pessoa com quem ando saindo riu debochadamente dizendo que aquilo é a maior besteira. Eu fiquei realmente pasma e achei até decepcionante e insensível a forma que ele reagiu a tal frase. Brinquei dizendo que ele já nasceu adulto e por isso não entendia (acho que é bem isso mesmo). Já até devo ter escrito essa frase num dos posts, pois realmente gosto dessa ideia de "manter viva a criança dentro de nós" creio ser fundamental, mas isso tudo me fez ver as coisas de maneira diferente. Eu conservo viva a criança dentro de mim, mas as vezes tenho negligenciado o lado adulto, busco ser madura pro que exige responsabilidade, porém nunca tive a mesma preocupação de explorar meu lado mais maduro como tento preservar a criança interior. Talvez o lado adulto nem mesmo tenha se desenvolvido direito por conta disso, da conformidade, daí talvez venha a sensação de me sentir adolescente e despreparada. Não me conheço por completo porque não me permiti ser tudo o que sou, e as vezes tenho escolhido ser as partes menos adequadas, sendo repetitiva e usando partes de mim que não condizem com o que a situação pede. Por isso de me sentir tão equivocada... deixo a criança interior fazer a festa, mas o resto ta uma bagunça, feito aquelas gavetas entulhadas de coisas, que você já nem sabe mais o que pode encontrar lá dentro. Sim quero ser uma pessoa melhor, mas é como se eu temesse conhecer meu potencial, já que não o exploro. Sinto que há uma força em mim ainda adormecida. Uma frase que li no livro Roube como um Artista foi "Não espere até saber quem você é para poder começar", e essa foi uma frase de extrema importância pra mim. Me fez aprender a sair do lugar. Só que em partes me acomodei, eu a usei pra incentivar meu despreparo, virou desculpa ao me consolar quando me precipito ou faço algo sem me esforçar antes de agir. E claro a ideia não era essa de fazer as coisas de qualquer jeito, distorci. Passei esta madrugada em claro e lendo umas coisas e me deparei novamente com o Sr. Nietzsche, e gosto de aspectos desse conceito dele de super-homem, tenho muito a aprender, coisas como: "Cada conquista do conhecimento decorre do ânimo, da dureza contra si, do anseio pra consigo". E roubo um texto baseado nesse conceito do blog Razão Inadequada, que diz:
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Outra coisa, que até foge um pouco ao tema, é que achei engraçado no trabalho, onde o refeitório fez toda uma decoração ao dia das crianças e tinha na porta aquela mensagem de "nunca deixe morrer a criança dentro de você" e a pessoa com quem ando saindo riu debochadamente dizendo que aquilo é a maior besteira. Eu fiquei realmente pasma e achei até decepcionante e insensível a forma que ele reagiu a tal frase. Brinquei dizendo que ele já nasceu adulto e por isso não entendia (acho que é bem isso mesmo). Já até devo ter escrito essa frase num dos posts, pois realmente gosto dessa ideia de "manter viva a criança dentro de nós" creio ser fundamental, mas isso tudo me fez ver as coisas de maneira diferente. Eu conservo viva a criança dentro de mim, mas as vezes tenho negligenciado o lado adulto, busco ser madura pro que exige responsabilidade, porém nunca tive a mesma preocupação de explorar meu lado mais maduro como tento preservar a criança interior. Talvez o lado adulto nem mesmo tenha se desenvolvido direito por conta disso, da conformidade, daí talvez venha a sensação de me sentir adolescente e despreparada. Não me conheço por completo porque não me permiti ser tudo o que sou, e as vezes tenho escolhido ser as partes menos adequadas, sendo repetitiva e usando partes de mim que não condizem com o que a situação pede. Por isso de me sentir tão equivocada... deixo a criança interior fazer a festa, mas o resto ta uma bagunça, feito aquelas gavetas entulhadas de coisas, que você já nem sabe mais o que pode encontrar lá dentro. Sim quero ser uma pessoa melhor, mas é como se eu temesse conhecer meu potencial, já que não o exploro. Sinto que há uma força em mim ainda adormecida. Uma frase que li no livro Roube como um Artista foi "Não espere até saber quem você é para poder começar", e essa foi uma frase de extrema importância pra mim. Me fez aprender a sair do lugar. Só que em partes me acomodei, eu a usei pra incentivar meu despreparo, virou desculpa ao me consolar quando me precipito ou faço algo sem me esforçar antes de agir. E claro a ideia não era essa de fazer as coisas de qualquer jeito, distorci. Passei esta madrugada em claro e lendo umas coisas e me deparei novamente com o Sr. Nietzsche, e gosto de aspectos desse conceito dele de super-homem, tenho muito a aprender, coisas como: "Cada conquista do conhecimento decorre do ânimo, da dureza contra si, do anseio pra consigo". E roubo um texto baseado nesse conceito do blog Razão Inadequada, que diz:
"O homem moderno orgulha-se demais de si próprio, está acomodado, conformado [...] Também existe, claro, muito medo e insegurança, poucos aventureiros. [...] A afirmação do super-homem é a negação dos valores vigentes: ousadia no lugar de segurança, auto-disciplina ao invés e auto-piedade, esquecimento em vez de ressentimento. Zaratustra aconselha ao homem mergulhar dentro de si para encontrar a potência necessária para declinar, deixar esta forma velha e empoeirada e criar novos valores."
Claro que sendo algo inspirado em Nietzsche é um assunto mais abrangente, de como a sociedade é condicionada a conformidade imposta e aceita seja por religião, costumes, leis, moral, enfim valores. Eu estou usando o texto ao que se aplica a mim como pessoa em sua mediocridade. Como já mencionei por diversas vezes crio e acato mesmo sem perceber minhas limitações, deixando de conhecer assim minha melhor versão. O retrovisor jogado fora já não vai mais me permitir olhar pro que me conforta e vai ser complicado, mas precisa ser mesmo. Eu realmente estou entrando num auto-confronto, meu erro era pensar que isso tinha de ser uma fase, quando deve ser uma constante. Ontem escrevi dizendo que não sou mais uma boneca de porcelana, dias atrás eu confessei que alguém me tirou da gaiola e já fiz diversos posts que parecem sempre dizer a mesma coisa, mas a verdade é que cada vez ganho uma nova consciência de ver algo que me prendia, muitas vezes me refiro a um mesmo assunto outras por mais semelhança que tenham tratam de coisas diferentes. E agora vejo que é só o começo, que por mais que eu descubra as falhas ainda terei muitas outras a descobrir, por isso que a vida me permita ter sabedoria de seguir me superando. Afinal, como Nietzsche mesmo dizia, o homem é algo a ser superado.
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