quinta-feira, 15 de outubro de 2015

15.10.2015 - Rance


Dia 18/09, última vez que fui a SP, na volta pra casa quando a pessoa com quem eu estava tinha já descido na sua estação, eu vi algo dourado brilhando no vão dos assentos. Puxei e era uma Torre Eiffel, com a ponta quebrada. Não sei porque cargas d'água eu joguei isso na minha mochila. Nem me lembrava mais. Dias depois que fui tirar pensando em de jogar fora, mas novamente sei lá porque deixei isso num canto e hoje pela manhã me deparei com essa coisinha dourada de novo. Onde deveria estar escrito "France" dá pra se ler apenas "Rance" e eu que adoro caçar significados já pensando no post de hoje fui dar uma conferida no tio Google pra ver se haveria algum significado pra essa palavra que foi formada através de um acidente. E eis que sim, do próprio idioma francês vem a palavra "rance", que significa na tradução "rançoso". Ai ok, também não sabia exatamente definir rançoso e partiu apelar pro tio Google novamente. E eis que vi inúmeras definições, mas claro tirei dentre elas as que posso aplicar aqui. Velharia, mofado, antiquado, devagar, mal cheiro... entre outros. E mesmo que desencadeie definições que são bem distintas notei que nenhuma delas significa algo de bom. Engraçado, pois era bem o que precisava pro post de hoje. Quantas e quantas coisas não devemos acumular na nossa bagagem  assim como essa tranqueira ai que acabei jogando na mochila sem nem saber o porquê... E são coisas que além de não ter valor vem faltando pedaço: velharias. Ou jogamos na nossa bagagem coisas que já foram se deteriorando criando mofo e contaminando as demais coisas que guardamos no mesmo espaço. Já não presta. Jogamos na nossa bagagem coisas que nos atrasam, que estendem o caminho, metas rançosas. E de repente algo tão pequeno gera um incomodo enorme, coisas que nem nos damos conta que carregamos.   

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